O declínio político dos Queiroz em Pernambuco
Não se pode querer ganhar uma eleição nos dias atuais com um modelo ultrapassado
A derrota do deputado estadual Henrique Queiroz Filho (PP) na eleição de 2026 não foi novidade para ninguém. Parte disso se deve à soberba e à arrogância de um grupo que já foi muito forte e que, ao longo do tempo, foi se apequenando, ao ponto de ficar sem mandato na Alepe depois de 48 anos, sendo dez mandatos de Henrique Queiroz e dois de seu filho.
Resta aos Queiroz apenas o comando da pequena Buenos Aires, cidade da Mata Norte pernambucana, com pouco mais de 13 mil habitantes. O que também não deve durar muito tempo, pelo menos é o que mostra a baixa aprovação do governo de Henrique Pai.
A política é dinâmica, e não se pode subestimar a inteligência do eleitor. Os resultados das urnas já mostravam essa tendência de queda dos Queiroz, e Vitória de Santo Antão é um belo exemplo disso. Senão, vejamos: em 2018, Henrique Filho teve 5.209 votos; caiu para 3.683 em 2022 e encerrou com apenas 2.218 votos nas eleições deste ano.
Some-se a isso o fraco desempenho do vereador Carlos Henrique nas duas últimas eleições municipais, nas quais entrou se arrastando. Se não fizerem uma autocrítica urgente, não vai demorar muito para sair da vida política também.
Política é a arte de unir. Ter as pessoas certas nos lugares certos pode fazer toda a diferença. Não se pode querer ganhar uma eleição nos dias atuais com um modelo ultrapassado, achando que apenas o dinheiro no período da campanha resolve. A política mudou, as pessoas estão mais esclarecidas e a internet não perdoa.
Porém, ainda não é o fim. Cabe ao grupo Queiroz, que tem uma grande história na política, fazer uma autocrítica e repensar seu modelo de fazer política, se não quiser correr o risco de perder ainda mais espaço no cenário político de Pernambuco.

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